quinta-feira, 16 de julho de 2009

Votou? Agora aguenta!

O apartheid dos jornalistas do interior e da capital ficou mais evidente depois da última eleição do Sinjor. A chapa 1 ganhou. E agora fico a me perguntar, cadê o cumprimento das propostas de campanha? Tudo bem que não se faz milagre em pouco tempo, mas a proposta número 1 era exatamente o principal mote de qualquer sindicato: SALÁRIO!
Parece que os dirigentes estão esquecidos de suas propostas, então, vou lembrá-los:

PROPOSTAS - CHAPA 1
1 - Deflagração imediata de Convenção Coletiva junto às empresas visando a corrigir as perdas salariais havidas nos últimos anos.
2 - Edição bimestral de jornal tablóide a ser distribuído gratuitamente nas redações e enviado aos associados em todo o estado por via postal. (Era melhor melhorar o site do Sinjor, mas tudo bem.)
3 - Envidar esforços para solucionar os problemas enfrentados pelos jornalistas provisionados, que representam 75% da categoria. (Agora não precisa mais, acabou a obrigatoriedade do diploma.)
4 - Revisão do Estatuto do Sinjor, oportunizando uma discussão ampla pela categoria dos pontos que entender passíveis de mudanças. (Essa realmente não entendi... Se a própria chapa 1 reformou o estatuto anterior, por que querem mudar o estatuto de novo? Não gostaram do que fizeram?)
5 - Campanha de filiação visando a trazer para o quadro de associados os jornalistas recém-formados e, também, regularizando a situação de centenas de colegas do interior do estado que queiram vir para o sindicato. (Diz-que vai rolar é uma campanha de desfiliação...)
6 - Campanha de regularização financeira para atender os colegas que estejam inadimplentes junto ao Sinjor, facilitando composições. (A inadimplência é facilmente resolvida com votos declarados na eleição da diretoria)
7 - Construção de sede administrativa para o Sinjor. (Essa é boa! Já me falaram várias vezes que o terreno do Sinjor está à venda. Se vão vender o único patrimônio do sindicato, querem construir o quê e onde?)
8 - Adequação do Prômio Sinjor de Jornalismo à atual realidade vivenciada por Rondônia. (Essa proposta é tão imprecisa, que me abstenho de comentar.)
9 - Publicação de livro resgatando a história do jornalismo em Rondônia, com participação epecial dos colegas mais antigos, que muito têm a acrescentar ao que conhecemos. (O Lúcio Albuquerque já está lançando um...)
10 - Apoio jurídico aos colegas processados ou discriminados no exercício da profissão. (Se bem me lembro, o último que recebeu esse apoio jurídico foi por um crime que nada tinha relação com a profissão, mas nem vou revirar este assunto.)
11 - Promover cursos de atualização gramatical, conforme o Acordo Ortográfico firmado pólo Brasil com os demais países lusófonos. (Se demorar muito, não precisará mais.)

domingo, 12 de julho de 2009

Faltam apuração e atenção

Tudo bem que se fôssemos pensar em todas as consequências do que escrevemos, não escreveríamos nada. Mas penso que é preciso de mais atenção e apuração os textos jornalísticos.
No Diário da Amazônia da última sexta-feira saiu que uma autoridade escreveu uma carta de apoio a ele mesmo e seus colegas só assinaram. Nem pedindo errata houve jeito! No Estadão do Norte de hoje há outra pérola. Colocaram entre aspas a afirmação do superintendente do Ibama de que "estamos agindo à revelia da lei". Ele por acaso está confessando agir ilegalmente ou foi a simples falta de atenção que o incriminou?
As pessoas ainda não entenderam que é preciso responsabilidade nesta profissão.

Falta de ética

A jornalista Marcela Ximenes bem escreveu o que ocorreu nesta última semana. Fiquei passada! Também em assessoria de imprensa/comunicação é necessária a ética profissional. Não é porque se serve a um patrão que se deve fazer tudo o que ele quer.

Carnaval fora de época

Acaba hoje, felizmente, o carnaval fora de época. O dinheiro publicitário deve estar rolado solto porque poucos, bem poucos, publicaram a notícia de que este é o último carnaval fora de época na avenida Jorge Teixeira.

Apóio essa idéia!


Flagra no G8


Ok, é machista, mas achei bem engraçada.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Não é só aqui

Recebi nesta semana uma ligação de um repórter de uma grande agência de notícias.

- Assessoria de Comunicação, bom dia.
- Bom dia. Por favor, a Luiza.
- Sou eu. Pois não.
- Oi, sobre uma notícia que você mandou... Eu queria saber os nomes dos denunciados, você pode me informar?
- (???) Você recebeu o texto que enviei?
- Recebi, sim. Mas quero saber os nomes dos denunciados.
- Mas no texto há os nomes de todos eles.
- É???
- Sim, estão todos lá.
- ............. Ah, sim, realmente. É que ainda não tinha lido tudo....
- Tudo bem. Você precisa de mais alguma informação?
- Não, era só isto.


Ai, ai, não é só aqui.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Omissão, confusão e desinformação na Flona do Bom Futuro

Leio no site Notícia RO que os fiscais do Ibama estão aplicando multas em colonos do vilarejo Rio Pardo, na Flona do Bom Futuro.
Colono, até onde sei, é gente que já foi oficialmente colocado em um pedaço de terra. Quem ocupa um lugar que legalmente não é seu é invasor, ou, se preferirem um termo mais ameno, ocupante.
A Flona foi criada em 1989, logo, desmatamentos feitos há dez anos já eram ilegais naquela época.
O acordo de troca de parte da Flona tem fortes suspeitas de ilegalidade e ainda está na fase de elaboração de propostas, que serão feitas por um grupo de trabalho que foi criado com o dito acordo. O prazo para apresentação dessas propostas é até 02 de setembro e pode ser prorrogado até 02 de dezembro.
Então, o que está de fato valendo é a decisão da Justiça Federal que determina que o poder público deve reduzir o desmatamento a zero, impedir o furto de madeira, notificar os ocupantes para retirar seus gados, identificar e realocar os ocupantes da Floresta Nacional.
Se um fiscal verifica ilegalidades e não faz nada, pode responder por omissão ou conivência. Neste caso, pode ainda responder pelo descumprimento da determinação da Justiça, ou seja, desobediência.
Sobre o caso da Flona, recomendo a leitura de um artigo: Jirau e Flona do Bom Futuro, dupla ilegalidade.
Cada vez mais considero que a contra-informação (desinformação) é uma arma poderosíssima.

Milhares, centenas, dezenas

Na manifestação do Pró-Rondônia, um site noticiou primeiro que havia milhares de manifestantes na avenida Sete de Setembro. Logo depois deu que eram centenas. Ainda bem que pararam de contar e noticiar.

Presentes




Ganhei de presente do meu amigo Roni Carvalho três fotos fantásticas que ele tirou na viagem que fez de Porto Velho a Manaus, de barco, em abril deste ano.



Um presente de encher os olhos.



Compartilho, são lindíssimas.






Saudades da reportagem

Não escondo que tenho muitas saudades de fazer reportagem. Outro dia comentei que estava com saudade de ir à Zona Leste fazer 'matéria de bairro'. Uma amiga comentou que saudade assim já era demais...
Ontem fiquei novamente com saudades. Queria ter ido à coletiva do MP para perguntar por que só foram denunciados os presos que mataram outros presos no Urso Branco. Os diretores e servidores que colocaram presos condenados à morte junto com os outros presos não serão responsabilizados? O incêndio que destruiu as provas contra os servidores não pode ser considerado criminoso? Por que a Sejus não tinha cópias de segurança dos documentos?
Por que a denúncia contra os 34 presos demorou 5 anos para ser feita?
Houve indenização às famílias dos presos que morreram? Sei que muita gente pensa que preso tem que morrer, mas não existe, oficialmente, pena de morte no Brasil, logo, o Estado é responsável por manter o preso vivo, cumprindo sua pena de reclusão.

Ando realmente com saudade da reportagem.

Liberdade e credibilidade

Um amigo me mandou a notícia "Google lança canal no Youtube para ensinar Jornalismo".
A notícia vem logo após o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão de jornalista. O que fico me perguntando é:

1. Por que há tanta gente interessada em fazer jornalismo?
A profissão tem baixa remuneração histórica e patológica.
É um engano achar que jornalista tem liberdade para escrever ou reportar o que quiser. Quem define a linha editorial é sempre o dono do veículo - em geral, políticos.
É também ilusão acreditar que a profissão viva no glamour e que não há rotina. Ao contrário, os perrengues são maiores que os momentos de glórias. E há rotina sim, ou os jornais não teriam horário para chegarem às bancas, nem os telejornais e programas radiofônico teriam hora certa para ir ao ar. Mesmo os webjornais devem ter produção diária, regular.
Se for ver ausência de rotina em relação aos assuntos, coisa que vem da idéia de que sempre se noticia o que é novo, também há uma propensão ao erro porque embora se noticie algo novo, quase sempre há uma história anterior ou uma contextualização a se fazer.

2. Haverá credibilidade nas notícias?
Vejo que o problema não é gerar conteúdo. A grande questão é em que conteúdo confiar. Lembro que quem primeiro noticiou a morte de Michael Jackson foi um blog e a CNN confirmou a informação horas depois. Creio que o pensamento é de que é melhor levar um furo do que perder a confiança dos leitores.

3. A profissão vai acabar?
Acredito que não, mas já está mudando e muita gente tenta explicar como ela será no futuro.