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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Uma dica

Vou dar uma dica útil para quem quer ser assessor de imprensa.

No e-mail, quando você mandar seu release, saiba que o campo "subject" significa "assunto" e é diferente de "to", que é o campo "para", onde se colocam os endereços eletrônicos. Não confunda.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Momento de máxima sinceridade

Sei que nem tudo se escreve nem (muito menos) se publica. Mas sendo extremamente sincera, acho que assessores de imprensa da Justiça ou de áreas correlatas não deveriam fazer assessorias para políticos ou partidos políticos. Pega mal.
Perdoem-me a sinceridade. Mas é o que penso.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Comunicação empresarial serve para quê mesmo?

Os assessores de comunicação deveriam refletir sobre o papel social que têm e que devem desempenhar diariamente na produção de seus trabalhos. Pensei nisto hoje quando vi uma publicação de uma empresa de Porto Velho. É um boletim digital bem bacana na apresentação - layout. Mas confesso que fiquei bastante preocupada com esta publicação.
Imaginei que seria uma publicação voltada para o público interno, pelos temas tratados e a linguagem mais descontraída. Mas fui informada que era tanto para o público interno quanto para o externo. Não sou nenhuma doutora em comunicação, mas sei que os assuntos e as abordagens são diferentes para os dois públicos.
Que leitor externo à empresa se interessaria em saber que os funcionários desta empresa adotaram cachorrinhos abandonados? Ou saber da lista de aniversariantes do mês? Ou ler sobre o último curso técnico que foi promovido aos funcionários?
Pela leitura do boletim digital, percebi que era exclusivamente para o público interno. E foi justamente nesta leitura que me assustei. O micromundo também é um reflexo do mundão em que vivemos. Ou seja: uma empresa também reflete os conflitos sociais, culturais e econômicos que estão aí, presentes na sociedade. As estruturas hierárquicas são, por si sós, geradoras de conflitos, por serem divididas em castas (alto escalão, gerentes, supervisores, peões...). É assim no mundo, é assim em qualquer instituição, empresa, organização etc.
E o que a comunicação tem a ver com isto? Creio que nosso papel é tentar promover o diálogo e a harmonia social. Falando assim, parece coisa de gente que usa óculos cor-de-rosa. Mas não é. E dou um caso concreto. Se existem, digamos, três níveis hierárquicos dentro de uma empresa, é preciso que os três se respeitem e estejam em harmonia para que a empresa alcance seu objetivo que é (e sempre será) o lucro. Isto não é difícil de entender. A falta de respeito e diálogo pode gerar mais conflitos, desmotivar os profissionais e diminuir a produtividade.
Vi, com espanto, que ao contrário de promover a harmonia, o boletim interno digital da empresa a que estou me referindo tinha uma apologia ao preconceito. Era uma coisa simples - uma charge em que um chefe e um subordinado conversavam, um perguntava se o outro já tinha feito um cartaz e o subordinado dizia que sim. No quadrinho ao lado aparecia um cartaz com todas as palavras escritas erradas. O que quero dizer com tudo isto é que a charge só reforça um conflito social, enfatiza o desnível social e cultural existente entre os que estão na chefia e os que estão na base.
Dizem que não existe piada politicamente correta, mas neste caso, rir da falta de escolarização (da falta do bom português) dos peões que fazem o trabalho braçal da empresa é no mínimo dar um tiro no próprio pé. Quem escreve errado não vai entender a piada. E se entender, vai pensar "os caras estão rindo da gente". Fazer este tipo de comunicação é uma atividade contraproducente para com a própria empresa - é um auto-boicote. Não é este o papel do assessor de comunicação.
Há de se pensar em termos uma Comunicação de fato Social, não só pelo nome do curso de graduação que se faz, mas pela ação que proporcionamos e imprimimos no que fazemos diariamente.

domingo, 12 de julho de 2009

Falta de ética

A jornalista Marcela Ximenes bem escreveu o que ocorreu nesta última semana. Fiquei passada! Também em assessoria de imprensa/comunicação é necessária a ética profissional. Não é porque se serve a um patrão que se deve fazer tudo o que ele quer.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Não é só aqui

Recebi nesta semana uma ligação de um repórter de uma grande agência de notícias.

- Assessoria de Comunicação, bom dia.
- Bom dia. Por favor, a Luiza.
- Sou eu. Pois não.
- Oi, sobre uma notícia que você mandou... Eu queria saber os nomes dos denunciados, você pode me informar?
- (???) Você recebeu o texto que enviei?
- Recebi, sim. Mas quero saber os nomes dos denunciados.
- Mas no texto há os nomes de todos eles.
- É???
- Sim, estão todos lá.
- ............. Ah, sim, realmente. É que ainda não tinha lido tudo....
- Tudo bem. Você precisa de mais alguma informação?
- Não, era só isto.


Ai, ai, não é só aqui.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Abraji condena atitude da Petrobras de divulgar perguntas de jornalistasantes da publicação da reportagem

A Abraji condena a atitude da Petrobras de divulgar em seu blog “Fatos e Dados” as perguntas que recebe de jornais e repórteres sobre investigações conduzidas, muitas vezes, de maneira reservada.
A Abraji entende que após a publicação da matéria, a Petrobras - assim como qualquer outra empresa, instituição ou pessoa - tem o direito de confrontar suas respostas com o que foi publicado. Mas, ao divulgar os questionamentos e eventuais respostas antes da veiculação da reportagem, a estatal federal prejudica o trabalho jornalístico do profissional que, de boa fé, procura a empresa para checar alguns dados ou ouvir alguma contestação para compor o trabalho de reportagem.
Ao agir dessa forma, a Petrobras inibe os meios de comunicação e os jornalistas que precisam verificar com a empresa informações de eventuais reportagens que serão veiculadas. A estatal deve rever essa prática para preservar um relacionamento profissional com os meios de comunicação e jornalistas, que têm o direito de manter suas apurações emsigilo antes da veiculação do produto final.
http://abraji.org.br/?id=90&id_noticia=912

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Petrobras usa blog para vazar reportagens

Alvo de CPI, estatal divulga e-mails com pedidos de informações parareportagens não concluídas; empresa diz que "não é ilegal"
Estatal criou site na internet para responder textos da imprensa e críticas feitas pela oposição após a criação de comissão no Senado
DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DO RIO
Alvo de uma CPI no Congresso, a Petrobras decidiu tornar públicos, em umblog que criou na internet, os e-mails enviados por jornalistas queprocuram a assessoria de comunicação da empresa, no Rio, para obterinformações e esclarecimentos para reportagens que ainda estão emandamento.A empresa colocou o blog no ar no último dia 2, como parte da estratégiada comunicação lançada pela estatal após a abertura da CPI(http://petrobrasfatosedados.wordpress.com).
Na noite de ontem, o objeto de reportagens que a Folha ainda apura - com questões endereçadas à empresa, para que possa oferecer a sua versão dos fatos- foi publicado no blog pela Petrobras. A Folha fez perguntas a respeito da contratação de advogados sem licitação, sobre os custos de um gasoduto no Amazonas e, por último, acerca de gastos com patrocínios de festas no Nordeste.
Questionado pela Folha, o gerente de imprensa da estatal, LúcioPimentel, disse que a Petrobras vai manter a decisão de divulgar e-mails de reportagens ainda em andamento. Disse que se trata de uma "políticade transparência" adotada pela direção da empresa. A atitude da Petrobras motivou os jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo" a indagar se a empresa havia pedido autorização à Folha para divulgar seus e-mails.
A Petrobras respondeu: "Não houve divulgação do e-mail, e sim das perguntas e respostas dadas ao jornal [Folha]. No entendimento da Petrobras não há ilegalidade, pois o conteúdo divulgado é público". Segundo a companhia, a "intenção é tornar públicas as respostas enviadas pela companhia, de forma completa e sem edição dos dados, sobre todos os questionamentos feitos pela imprensa".
Segundo a Petrobras, o blog é gerido por "profissionais da empresa". De acordo com resposta divulgada mais cedo no blog, por conta de reportagem de "O Globo", a Petrobras conta com 1.050 jornalistas contratados, sendo 400 na área da comunicação institucional. A Petrobras também tem usado o blog para comentar e criticar reportagens já publicadas pela imprensa. Dos comentários postados no blog até a noite de ontem, a maioria era de apoio à companhia.
Muitos atacavam veículos de comunicação e jornalistas. Conforme o texto sobre a política de comentários, elesprecisam passar por um moderador da empresa antes de ir ao ar. O advogado José Paulo Cavalcanti Filho, especialista em legislação deimprensa, diz não ver ilegalidade. "É apenas uma deselegância com osjornais. Do ponto de vista da democracia, não é ruim, pois a ideia é quea pergunta vai ao ar, de maneira que qualquer um do povo tomaconhecimento."