quarta-feira, 1 de julho de 2009

Presentes




Ganhei de presente do meu amigo Roni Carvalho três fotos fantásticas que ele tirou na viagem que fez de Porto Velho a Manaus, de barco, em abril deste ano.



Um presente de encher os olhos.



Compartilho, são lindíssimas.






Saudades da reportagem

Não escondo que tenho muitas saudades de fazer reportagem. Outro dia comentei que estava com saudade de ir à Zona Leste fazer 'matéria de bairro'. Uma amiga comentou que saudade assim já era demais...
Ontem fiquei novamente com saudades. Queria ter ido à coletiva do MP para perguntar por que só foram denunciados os presos que mataram outros presos no Urso Branco. Os diretores e servidores que colocaram presos condenados à morte junto com os outros presos não serão responsabilizados? O incêndio que destruiu as provas contra os servidores não pode ser considerado criminoso? Por que a Sejus não tinha cópias de segurança dos documentos?
Por que a denúncia contra os 34 presos demorou 5 anos para ser feita?
Houve indenização às famílias dos presos que morreram? Sei que muita gente pensa que preso tem que morrer, mas não existe, oficialmente, pena de morte no Brasil, logo, o Estado é responsável por manter o preso vivo, cumprindo sua pena de reclusão.

Ando realmente com saudade da reportagem.

Liberdade e credibilidade

Um amigo me mandou a notícia "Google lança canal no Youtube para ensinar Jornalismo".
A notícia vem logo após o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão de jornalista. O que fico me perguntando é:

1. Por que há tanta gente interessada em fazer jornalismo?
A profissão tem baixa remuneração histórica e patológica.
É um engano achar que jornalista tem liberdade para escrever ou reportar o que quiser. Quem define a linha editorial é sempre o dono do veículo - em geral, políticos.
É também ilusão acreditar que a profissão viva no glamour e que não há rotina. Ao contrário, os perrengues são maiores que os momentos de glórias. E há rotina sim, ou os jornais não teriam horário para chegarem às bancas, nem os telejornais e programas radiofônico teriam hora certa para ir ao ar. Mesmo os webjornais devem ter produção diária, regular.
Se for ver ausência de rotina em relação aos assuntos, coisa que vem da idéia de que sempre se noticia o que é novo, também há uma propensão ao erro porque embora se noticie algo novo, quase sempre há uma história anterior ou uma contextualização a se fazer.

2. Haverá credibilidade nas notícias?
Vejo que o problema não é gerar conteúdo. A grande questão é em que conteúdo confiar. Lembro que quem primeiro noticiou a morte de Michael Jackson foi um blog e a CNN confirmou a informação horas depois. Creio que o pensamento é de que é melhor levar um furo do que perder a confiança dos leitores.

3. A profissão vai acabar?
Acredito que não, mas já está mudando e muita gente tenta explicar como ela será no futuro.

terça-feira, 30 de junho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Marchinha pra seu Gilmar

Pela ordem, seu ministro
Explique essa decisão
Derrubar o meu diploma
É liberdade de expressão?

Estudei por quatro anos
Ralando que nem CDF
Pra ver meu diploma jogado
No lixo pelo STF

O senhor até falou
Explicando a decisão
Que jornalista e cozinheiro
Não dá risco pra nação

Oh, seu Gilmar, oh seu Gilmar
Você tirou o meu diploma
E eu não sei nem cozinhar

Culinária? Não entendo
Não faço nem ovo frito
Se soubesse, com certeza
Fritaria os do ministro.

Mas agora não tem jeito
Serei cozinheiro autônomo
Mas vou logo lhe dizendo
Seu Gilmar, se eu cozinho eu como

Oh, seu Gilmar, oh seu Gilmar
Você tirou o meu diploma
E eu não sei nem cozinhar

Copiado do blog Tapa de Humor

domingo, 28 de junho de 2009

Criada a Comissão Pró-Conferência de Comunicação de Rondônia

“Democratizar a comunicação significa lutar com alguém que detém algo que está faltando para outros”. Foi esse o espírito que permeou as discussões na Pró-Conferência de Comunicação Rondônia, realizada nesta sexta-feira (26), na Biblioteca Francisco Meireles, em Porto Velho. O evento contou com a participação de movimentos sociais, sindicais, acadêmicos e sociedade civil que discutiram a questão da democratização dos meios de comunicação em Rondônia e no resto do país.
Para o deputado Eduardo Valverde, Rondônia precisa romper a barreira no acesso às comunicações existente. Uma das formas para isso é a convergência tecnológica, que vem somar na luta pela democratização dos meios de comunicação. Conforme Valverde, nesse sentido a conferência alcançou seu objetivo preliminar de apresentar a temática da conferência nacional. Ele ressaltou ainda, a importância dessa conferência para o acesso a comunicação e a democratização da comunicação no Brasil.
O presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraco), José Sóter, disse que o evento foi de grande importância para o amadurecimento do tema no estado. Segundo ele, somente com a mobilização de todas as entidades e da sociedade organizada será possível se opinar qual é a melhor saída para o futuro das comunicações. “A participação nesse primeiro momento fez com que todos saíssem daqui imbuídos da necessidade e da importância de estarem fazendo com que esse debate ganhe os lares e os setores populares, pois esse assunto, não é ingrediente do cardápio diário dos cidadãos”. Como representante do setor de rádio, Sóter disse que é preciso levar aos lugares mais longínquos o acesso à informação, e as rádios comunitárias são veículos eficazes nessa difusão. Ele parabenizou também a iniciativa do deputado Eduardo Valverde (PT/RO), organizador do evento, na elaboração do projeto de Lei nº9612/2007, que estabelece as comunidades indígenas o direito de prestarem o serviço de radiodifusão comunitária. Já para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Rondônia (Sinttel), João Anselmo o estado ainda está muito aquém dos debates de comunicação, mas que com esse primeiro passo dado, o tema tende a ser valorizado e ganhe força dentro de todo os segmentos. O principal ganho, dessa primeira reunião, em sua avaliação é começar a identificar os pontos de tensão que existe entre os veículos na disputa de poder . “A presença dos sindicatos é um ganho importante com a possibilidade de nós discutirmos uma comunicação de massa. Essa é a grande chance de unificarmos as ações nas comunicações. Estamos acordando agora para esse tema”, observou. O representante do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília, Professor. Ms. Rodrigo Braz, falou sobre o passo importante que sociedade deu importante em viabilizar e continuar a luta pela democratização da comunicação. Conforme o professor, os empresários de rádios difusão e até mesmo políticos que detém alguns veículos de comunicação já estão se mobilizando no sentido de organizar sua participação e de estabelecerem seus interesses na conferência, por isso, ressaltou ele, é de suma importância que os movimentos sociais, entidades, sindicatos, estudantes, os professores estejam mobilizados para darem sua contribuição e fazer valer os interesses democráticos da sociedade como um todo.Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Rondônia (CUT/RO) Itamar dos Santos, só em se formar o Comitê que dará prosseguimento às discussões nas próximas etapas da conferência já foi uma conquista da sociedade rondoniense. Mas, frisou a necessidade de que mais movimentos se engajem nessa discussão. Para tanto, uma nova reunião foi marcada para a próxima quinta-feira (02.07), no mesmo local. Na ocasião será definido um plano de trabalho, que sensibilize os poderes constituídos a estarem viabilizando a realização da conferência estadual. A Conferência Estadual de Comunicação deverá ser puxada pelo Governo do Estado. Itamar lembrou ainda, que no estado a democratização é muito baixa, pois são algumas famílias e alguns grupos econômicos controlando os principais órgão de comunicação, como mídia impressa, rádio ,TV, e que as rádios comunitárias tem grande dificuldade se estabelecerem, por isso, é importante levar adiante essa luta, que foi iniciada nessa pró-conferência. “ Uma semente muito boa foi plantada hoje, e com certeza vai germinar pois nós vamos conseguir mobilizar a sociedade visando ampliar a democratização, que é um processo a ser construído, e a participação da sociedade é fundamental”, disse.

Da assessoria do deputado Eduardo Valverde

JORNALISMO PARA NÃO JORNALISTAS


Incendiários

Leio no O Observador que um incêndio destruiu 40% do arquivo-geral do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia.


Lembro que em dezembro do ano passado um outro incêndio em um prédio público causou alegria para muitos.

MELÔ DO DIPLOMA DE JORNALISTA

Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Tudo que eu queria era saber Porquê?!?
Tudo que eu queria era saber Porquê?!?

Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Tudo que eu queria era saber Porquê?!?
Tudo que eu queria era saber Porquê?!?

SLOGAN

Pós fim da obrigatoriedade do diploma, o slogan dos jornalistas é "SOU JORNALISTA, MAS QUEM NÃO É?"